A importância da gestão estratégica no varejo e como ela impacta diretamente a sobrevivência da sua loja
A gestão estratégica é um dos pilares essenciais para que qualquer empresa — especialmente no varejo — se mantenha competitiva, lucrativa e preparada para enfrentar períodos de instabilidade econômica. No Brasil, a falta de planejamento ainda é um dos maiores motivos para o fechamento precoce de negócios.


O dado: por que empresas fecham tão rápido no Brasil?
Segundo o Sebrae (2023), entre 48% e 56% das empresas brasileiras fecham as portas antes de completar 5 anos, e a principal causa apontada pelo estudo é a ausência de gestão estratégica, somada à falta de controles financeiros, desconhecimento do mercado e tomada de decisão baseada em “achismo”.
No varejo, esse risco é ainda maior, devido à alta competitividade, margens apertadas e necessidade constante de adaptação.
Isso mostra que não basta vender bem — é preciso administrar bem.
Por que a gestão estratégica é tão crucial no varejo?
O varejo depende de múltiplos fatores que mudam rapidamente: comportamento do consumidor, sazonalidades, preços dos fornecedores, estoques, tendências de saúde e alimentação, e até clima. Sem gestão estratégica, o empresário não consegue antecipar problemas nem aproveitar oportunidades.
Principais benefícios de uma gestão estratégica eficiente:
1. Tomada de decisão baseada em indicadores reais
Faturamento, ticket médio, giro de estoque, margem por categoria, curva ABC de produtos, ruptura e perdas. Quem monitora esses números enxerga a realidade do negócio — e quem enxerga, ajusta com assertividade.
2. Redução de riscos e prevenção de prejuízos
Sem controle, o varejista perde dinheiro em:
produtos parados (ex.: castanhas, farinhas e grãos de baixo giro)
rupturas e falta de reposição
compras mal planejadas
promoções mal feitas
desperdícios
A gestão estratégica evita tudo isso.
3. Aumento da lucratividade
Saber qual produto gira mais, qual categoria traz maior margem e qual exposição converte melhor é determinante para aumentar o lucro — não apenas as vendas.
4. Melhor posicionamento competitivo
No setor de alimentos naturais e produtos saudáveis, cada detalhe importa: qualidade, exposição, variedade, percepção de frescor, abastecimento constante e experiência do cliente.
Quem tem gestão domina isso. Quem não tem, depende de sorte.
5. Planejamento para sazonalidades
Final de ano, inverno, férias, datas comemorativas e até o calor influenciam diretamente no consumo de castanhas, frutas secas, sementes e farinhas funcionais.
Com gestão estratégica, o varejista antecipa compras, planeja promoções e ganha previsibilidade.
Sem gestão estratégica, o varejo navega no escuro
A falta de planejamento leva a decisões impulsivas: comprar demais, comprar de menos, errar preços, apostar nos produtos errados, investir em exposições que não convertem ou não perceber quedas silenciosas no faturamento.
É justamente esse descompasso entre realidade e percepção que contribui para que tantas empresas fechem antes de completar 5 anos.
A gestão estratégica como diferencial competitivo
Um pequeno varejo com gestão estratégica bem-feita compete de igual para igual com grandes redes — porque ele:
sabe quanto pode investir
sabe o que mais vende
sabe o que dá lucro
sabe o que fideliza
sabe onde ajustar
E, principalmente: sabe aonde quer chegar.
